Isaías 37

Antigo Testamento · Isaías, capítulo 37 de 66 · 38 versículos

  1. 1Tendo ouvido isto o rei Ezequias, rasgou os seus vestidos, cobriu-se de saco e entrou na casa de Jeová.
  2. 2Então enviou ao profeta Isaías, filho de Amoz, o mordomo Eliaquim e o secretário Sebna e os anciãos dos sacerdotes cobertos de saco.
  3. 3Estes lhe disseram: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angústia, e de increpação e de contumélia: porque os filhos são chegados ao parto, e não há força para os dar à luz.
  4. 4Jeová teu Deus ouviu as palavras de Rabsaqué, a quem o rei da Assíria, seu amo, enviou para afrontar ao Deus vivo, e repreenderá as palavras que Jeová teu Deus ouviu; levanta, pois, a tua oração a favor dos que ainda restam.
  5. 5Foram os servos do rei Ezequias ter com Isaías,
  6. 6Isaías lhes disse: Assim direis ao vosso amo: Assim diz Jeová: Não tenhas medo das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.
  7. 7Eis que meterei nele um espírito e ele, ouvindo uma nova, voltará para a sua terra; e na sua terra fá-lo-ei cair morto à espada.
  8. 8Voltando Rabsaqué, encontrou o rei da Assíria pelejando contra Libna; porque soubera que ele já se havia retirado de Laquis.
  9. 9Então ouviu ele dizer a respeito de Tiraca, rei da Etiópia: Saiu para pelejar contra ti. Quando ouviu isto, enviou mensageiros a Ezequias, dizendo:
  10. 10falareis a Ezequias, rei de Judá: Não te engane o teu Deus, no qual tu confias, dizendo: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
  11. 11que tu tens ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as terras, destruindo-as totalmente: poderás tu livrar-te.
  12. 12Porventura os deuses das nações livraram os povos, que meus pais destruíram, Gozã, e Harã, e Rezefe, e os filhos de Éden, que estavam em Telassar?
  13. 13está o rei de Hamate, e o rei de Arpade, e o rei da cidade de Sefarvaim, e Hena e de Iva?
  14. 14Tendo Ezequias recebido a carta da mão dos mensageiros, leu-a. Então subiu à casa de Jeová, estendeu a carta diante de Jeová
  15. 15e orou a Jeová, dizendo:
  16. 16Jeová dos exércitos, Deus de Israel, tu que estás sentado sobre os querubins, tu, só tu, és o rei de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.
  17. 17Inclina, ó Jeová, o teu ouvido e ouve; abre, ó Jeová, os teus olhos e vê. Ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo.
  18. 18é, Jeová, que os reis da Assíria têm assolado todos os países e suas terras,
  19. 19e têm lançado no fogo os deuses deles; esses deuses não eram deuses, mas obra de mãos de homens, pau a pedra: por isso os destruíram.
  20. 20Agora Jeová nosso Deus, salva-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que tu, só tu, és Jeová.
  21. 21Então Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: Assim diz Jeová, Deus de Israel: Porquanto me fizeste a tua súplica contra Senaqueribe, rei da Assíria,
  22. 22esta é a palavra que Jeová falou acerca dele: A virgem filha de Sião te desprezou, e te escarneceu; a filha de Jerusalém contra ti meneou a cabeça.
  23. 23A quem afrontaste e blasfemaste? contra quem levantaste a tua voz, e ergueste os teus olhos ao alto? Contra o Santo de Israel.
  24. 24Por meio dos teus servos afrontaste a Jeová, e disseste: Com a multidão dos meus carros eu subi ao alto dos montes, ao interior do Líbano; deitarei abaixo os seus altos cedros, e os seus ciprestes escolhidos; e entrarei na sua altura mais elevada, no bosque do seu campo fértil.
  25. 25Eu tenho cavado e bebido água, e com as plantas dos meus pés secarei todos os rios do Egito.
  26. 26Não ouviste que eu fiz estas coisas já há muito tempo, e que as planejei desde os dias antigos? agora as executei, para que fosses tu o que reduzisses cidades fortificadas a montões de ruínas.
  27. 27Portanto os que nelas habitavam, dispondo de pouca força, ficaram pasmados e confundidos: tornaram-se como a erva do campo, e como a relva verde, e como o feno dos telhados, e como um campo de trigo antes de amadurecer.
  28. 28Mas eu sei o teu assentar, e o teu sair, e o teu entrar, e o teu furor contra mim.
  29. 29Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua arrogância subiu aos meus ouvidos, por isso te porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio nos teus beiços, e te farei voltar pelo caminho pelo qual vieste.
  30. 30Isto te será por sinal: este ano comereis o que nascer por si mesmo, e no segundo ano o que daí proceder; no terceiro ano semeai e colhei, plantai vinhas e comei o seu fruto.
  31. 31O resto que escapar da casa de Judá, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto para cima.
  32. 32Pois de Jerusalém sairá um resto, e do monte de Sião os que escaparam. O zelo de Jeová dos exércitos fará isto.
  33. 33assim diz Jeová acerca do rei da Assíria: Não chegará a esta cidade, nem atirará aqui uma seta, nem virá perante ela com escudo, nem contra ela levantará uma trincheira.
  34. 34Pelo caminho pelo qual veio, pelo mesmo voltará, e não chegará a esta cidade, diz Jeová.
  35. 35Pois defenderei esta cidade para a salvar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.
  36. 36O anjo do Senhor saiu e feriu no arraial dos assírios cento e oitenta e cinco mil homens; e despertando o acampamento pela manhã cedo, eis que todos estes eram corpos mortos.
  37. 37retirando-se Senaqueribe, rei da Assíria, se foi e, voltando, habitou em Nínive.
  38. 38ele adorava na casa de Nisroque, seu deus, feriram-no à espada seus filhos, Adrameleque e Sarezer, que escaparam para a terra de Ararate. Em seu lugar reinou seu filho Esar-Hadom.

Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.