Jó 23
Antigo Testamento · Jó, capítulo 23 de 42 · 17 versículos
- 1Então respondeu Jó:
- 2Ainda hoje a minha queixa é uma revolta, Embora a minha mão reprima o meu gemido.
- 3Quem me dera que soubesse onde o encontrasse, Para que eu chegasse até a sua habitação!
- 4Exporia ante ele a minha causa, E encheria a minha boca de argumentos.
- 5Saberia as palavras que ele me respondesse, E entenderia a que ele me dissesse.
- 6Porventura oporia contra mim a grandeza do seu poder? Não; mas ele me prestaria atenção.
- 7Nesse caso um reto estaria pleiteando com ele; Assim para sempre ficaria livre do meu juiz.
- 8Eis que eu vou para adiante, mas ele lá não está; E para trás, porém não o posso perceber:
- 9Para a esquerda, quando ele opera, porém não o posso contemplar; Ele se esconde à direita, de modo que não o posso ver.
- 10Mas ele sabe o caminho por que ando; Se ele me provasse, sairia eu como ouro.
- 11O meu pé seguiu de perto as suas pisadas; Guardei o meu caminho, e não me desviei.
- 12Do mandamento dos seus lábios não me apartei, Escondi no meu seio as palavras da sua boca.
- 13Porém ele está resolvido, quem pode desviá-lo? E o que desejar a sua alma, isso mesmo faz.
- 14Pois ele cumprirá o que está ordenado para mim, E dele ainda vêm muitas cousas como estas.
- 15Portanto estou perturbado na sua presença; Quando considero, tenho medo dele.
- 16É Deus quem me fez desmaiar o coração, E o Todo-poderoso que me perturbou.
- 17Porque não estou desfalecido por causa das trevas, Nem porque a escuridão cobre o meu rosto.
Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.