Provérbios 25

Antigo Testamento · Provérbios, capítulo 25 de 31 · 28 versículos

  1. 1Estes também são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
  2. 2É a glória de Deus encobrir as coisas, Mas a glória dos reis esquadrinhá-las.
  3. 3O céu na sua altura, a terra na sua profundidade E o coração dos reis são inescrutáveis.
  4. 4Tirai da prata a escória, E dela o ourives tirará um vaso.
  5. 5Tirai de diante do rei o perverso, E o seu trono será estabelecido na justiça.
  6. 6Não te engrandeças na presença do rei, Nem te ponhas no lugar dos grandes,
  7. 7Porque melhor é que te digam: Sobe para cá, Do que seres humilhado perante o príncipe, A quem os teus olhos vêem.
  8. 8Não saias depressa a contender, Para que no fim não saibas que fazer, Quando o teu próximo te houver envergonhado.
  9. 9Discute a tua causa a sós com o teu próximo, E não reveles o segredo de outro,
  10. 10Para que aquele que te ouvir não te vitupere, E não se te apegue a tua infâmia.
  11. 11A palavra proferida a seu tempo É como maçãs de ouro em cestos de prata.
  12. 12Como pendentes de ouro e jóias de ouro puro, Assim é o sábio repreensor para o ouvido obediente.
  13. 13Como o frescor da neve no tempo da ceifa, Assim é o mensageiro fiel para os que o enviam, Porque ele refrigera a alma dos seus amos.
  14. 14Como nuvens e ventos sem chuva, Assim é o que se gaba de dádivas que não fez.
  15. 15Pela longanimidade se abranda o príncipe, E a língua suave quebranta ossos.
  16. 16Achaste mel? Come só o que te basta, Para que não te fartes dele, e não o vomites.
  17. 17Entra raras vezes na casa do teu próximo, Para que se não enfade de ti, e te aborreça.
  18. 18O homem que diz falso testemunho contra o seu próximo, É um malho, uma espada e uma flecha aguda.
  19. 19Confiança num homem desleal no tempo da angústia É como dente quebrado e pé desconjuntado.
  20. 20Como aquele que despe o vestido num dia de frio e como vinagre sobre salitre, Assim é aquele que canta canções ao coração triste.
  21. 21Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; E se tiver sede, dá-lhe de beber:
  22. 22Porque lhe amontoarás brasas vivas sobre a cabeça, E Jeová te recompensará.
  23. 23O vento do norte traz chuva; E a língua caluniadora, o rosto irado.
  24. 24Melhor é morar no canto do eirado Do que com uma mulher de contendas numa casa espaçosa.
  25. 25Como água fria a quem tem sede, Tais são as boas notícias vindas dum país remoto.
  26. 26Como a fonte turvada e o manancial corrompido, Assim é o justo que se abate perante o perverso.
  27. 27Comer muito mel não é bom, Assim esquadrinhar a própria glória não é glória.
  28. 28Aquele que não pode conter o seu espírito, É como uma cidade derrubada, que não tem muros.

Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.