Provérbios 6
Antigo Testamento · Provérbios, capítulo 6 de 31 · 35 versículos
- 1Filho meu, se tiveres ficado por fiador do teu próximo, Se tiveres dado um penhor por outro,
- 2Estás enredado pelas palavras da tua boca, Estás preso pelas palavras da tua boca.
- 3Faze isso, pois, filho meu, e livra-te, Visto que caíste no poder do teu próximo; Vai, humilha-te e importuna ao teu próximo.
- 4Não dês sono aos teus olhos, Nem adormecimento às tuas pálpebras.
- 5Livra-te como gazela da mão do caçador, E como pássaro da mão do passarinheiro.
- 6Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, Considera os seus caminhos e sê sábio.
- 7Ela, não tendo chefe, Nem superintendente, nem governador,
- 8Faz a provisão do seu mantimento no estio, E ajunta no tempo da ceifa o seu alimento.
- 9Até quando, ó preguiçoso, ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
- 10Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, Um pouco para cruzar os braços em repouso;
- 11Assim virá a tua pobreza como um salteador, E a tua indigência como um homem armado.
- 12O homem vil, o homem iníquo, Anda com a perversidade na boca,
- 13Pisca os olhos, faz sinais com os pés, E acena com os dedos;
- 14A perversidade está no seu coração, sempre maquina o mal; Semeia discórdias.
- 15Portanto virá de repente a sua calamidade; De improviso será quebrantado, sem que haja remédio.
- 16Há seis coisas que Jeová aborrece; Sim, há sete que a sua alma abomina:
- 17Olhos altivos, língua mentirosa, E mãos que derramam sangue inocente;
- 18Coração que maquina projetos iníquos, Pés que se apressam a correr para o mal;
- 19Testemunha falsa que profere mentiras, E o que semeia discórdia entre seus irmãos.
- 20Filho meu, guarda os mandamentos de teu pai, E não abandones a instrução de tua mãe.
- 21Ata-os perpetuamente ao teu coração, Pendura-os à roda do teu pescoço.
- 22Quando andares, ela te guiará; Quando te deitares, te guardará: E quando acordares, ela falará contigo.
- 23Pois o mandamento é uma lâmpada, e a lei uma luz; E as repreensões da instrução são o caminho da vida,
- 24Para te guardarem da má mulher, E das lisonjas da língua da estrangeira.
- 25Não cobices no teu coração a sua formosura, E não te deixes render pelas suas pálpebras.
- 26Pois por causa duma mulher prostituída o homem é reduzido a um bocado de pão, E a que é adúltera, caça a vida preciosa.
- 27Poderá o homem tomar fogo no seu seio, Sem que ardam os seus vestidos?
- 28Ou poderá andar por cima de brasas vivas, Sem que se queimem os pés?
- 29Assim será com aquele que se chega à mulher do seu próximo; Não ficará sem castigo quem a tocar.
- 30O ladrão não é desprezado, se furtar Para matar a fome, quando estiver faminto;
- 31Porém se for colhido, pagará sete vezes tanto; Entregará todos os bens de sua casa.
- 32Quem comete adultério é falto de entendimento; Destrói-se a si mesmo, quem assim procede.
- 33Ele receberá feridas e ignomínia, E o seu opróbrio não se apagará;
- 34Porque o ciúme enfurece o homem; E não poupará no dia da vingança.
- 35Não aceitará resgate algum; Nem se contentará, ainda que dês muitos presentes.
Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.