Provérbios 8

Antigo Testamento · Provérbios, capítulo 8 de 31 · 36 versículos

  1. 1Não clama, porventura, a sabedoria, E não eleva o entendimento a sua voz?
  2. 2No cume das alturas junto ao caminho, Nas encruzilhadas ela se coloca;
  3. 3Junto às portas, à entrada da cidade, À entrada das portas ela grita.
  4. 4A vós, ó homens, clamo: E a minha voz dirige-se aos filhos dos homens.
  5. 5Entendei, ó estúpidos, a prudência, Entendei, ó loucos, a sabedoria.
  6. 6Ouvi, pois falarei coisas excelentes; E proferirão os meus lábios coisas retas.
  7. 7A minha boca pronunciará a verdade, E os meus lábios abominam a perversidade.
  8. 8Justas são todas as palavras da minha boca, Nelas não há coisa torta ou perversa.
  9. 9Todas elas são claras para os que entendem, E retas para os que acham o conhecimento.
  10. 10Recebei a minha instrução, e não a prata; E o conhecimento antes do que o ouro escolhido.
  11. 11Pois a sabedoria é melhor do que os corais; E tudo o que se pode desejar, não é para ser comparado com ela.
  12. 12Eu, a sabedoria, tenho a prudência por morada, E possuo o conhecimento e a discrição.
  13. 13O temor de Jeová é odiar o mal: A soberba, e a arrogância, e o mau caminho, E a boca perversa, eu os odeio.
  14. 14Meu é o conselho, e a verdadeira sabedoria, Eu sou o entendimento, minha é a fortaleza.
  15. 15Por meio de mim reinam os reis, E os governadores decretam o que é justo.
  16. 16Por meio de mim governam os príncipes, E os nobres, todos os juízes da terra.
  17. 17Eu amo os que me amam; E os que me procuram diligentemente, me acharão.
  18. 18Riquezas e honra estão comigo, Bens duráveis e justiça.
  19. 19Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro fino; E a minha renda do que a prata escolhida.
  20. 20Ando pelo caminho da justiça, No meio das veredas do juízo,
  21. 21Para dotar de bens os que me amam E encher os seus tesouros.
  22. 22Jeová me possuiu no princípio dos seus caminhos, Antes das suas obras da antigüidade.
  23. 23Desde a antigüidade fui constituída, desde o princípio, Antes de existir a terra.
  24. 24Quando ainda não havia abismos, fui dada à luz; Quando ainda não havia fontes cheias de água.
  25. 25Antes de serem firmados os montes, Antes de haver outeiros, fui dada à luz:
  26. 26Quando ele ainda não tinha feito a terra nem os campos, Nem o princípio do pó do mundo.
  27. 27Quando ele preparava os céus, lá estava eu; Quando traçava um círculo sobre a face do abismo,
  28. 28Quando estabelecia o firmamento lá em cima, Quando as fontes do abismo eram firmadas,
  29. 29Quando fixava ao mar o seu termo, Para que as águas não transgredissem o seu mando. Quando lançava os alicerces da terra,
  30. 30Então estava eu ao seu lado como arquiteto, E enchia-me de gozo dia após dia, Regozijando-me sempre diante dele;
  31. 31Regozijando-me na sua terra habitável, E achando as minhas delícias com os filhos dos homens.
  32. 32Agora, pois, filhos, ouvi-me; Pois felizes são os que observam os meus caminhos.
  33. 33Ouvi a instrução, e sede sábios, E não a rejeiteis.
  34. 34Feliz é o homem que me ouve, Velando todos os dias às minhas entradas, Esperando junto às ombreiras das minhas portas;
  35. 35Pois quem me achar, achará a vida, E alcançará o favor de Jeová.
  36. 36Aquele, porém, que pecar contra mim, faz o mal à sua própria alma: Todos os que me odeiam, amam a morte.

Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.