Salmos 109

Antigo Testamento · Salmos, capítulo 109 de 150 · 31 versículos

  1. 1Ó Deus do meu louvor, não te cales;
  2. 2Porque eles abrem contra mim boca iníqua e cheia de dolo, Contra mim falam com língua mentirosa.
  3. 3Cercam-me também com palavras de ódio, E sem causa fazem-me guerra.
  4. 4Em troca do meu amor tornam-se os meus adversários. Mas eu me dedico à oração.
  5. 5Retribuíram-me o mal pelo bem, E o ódio pelo amor que lhes tenho.
  6. 6Coloca sobre ele um homem perverso, E esteja à sua direita um adversário.
  7. 7Quando ele for julgado, saia condenado; E em pecado se lhe torne a sua súplica.
  8. 8Sejam poucos os seus dias; E tome outro o seu ofício.
  9. 9Fiquem órfãos os seus filhos, E viúva, sua mulher.
  10. 10Andem errantes seus filhos, e mendiguem; E esmolem longe das suas habitações arruinadas.
  11. 11Que um credor arme laço a tudo quanto tem; Esbulhem-no estranhos do fruto do seu trabalho.
  12. 12Não haja quem lhe estenda benignidade, Nem haja quem se compadeça de seus órfãos.
  13. 13Seja extirpada a sua posteridade, Na próxima geração apague-se o seu nome.
  14. 14Seja recordada por Jeová a iniqüidade de seus pais, E não seja apagado o pecado de sua mãe.
  15. 15Estejam eles sempre diante de Jeová, Para que ele faça desaparecer da terra a memória deles;
  16. 16Porquanto não se lembrou de usar de benignidade, Mas perseguiu ao aflito e ao necessitado E ao de ânimo abatido, para lhes tirar a vida.
  17. 17Ele amou a maldição, e ela veio ter com ele; Não teve prazer na bênção, e ela se apartou dele.
  18. 18Vestiu-se também de maldição como dum vestido, Dentro dele penetrou ela como água, E nos seus ossos como azeite.
  19. 19Seja-lhe como vestido com que ele se cobre, E como o cinto com que sempre anda cingido.
  20. 20Da parte de Jeová é esta a recompensa dos meus adversários, E daqueles que falam mal contra a minha alma.
  21. 21Mas tu, Jeová Senhor, toma a minha parte por amor do teu nome: Pois que é boa a tua benignidade, livra-me.
  22. 22Porque eu sou aflito e necessitado, E dentro de mim está ferido o meu coração.
  23. 23Vou-me como a sombra que declina; Sou arrebatado como um gafanhoto.
  24. 24Bambaleiam os meus joelhos por efeito do jejum, E a minha carne está privada de gordura.
  25. 25Quanto a mim, tornei-me para eles objeto de opróbrio; Ao verem-me eles, meneiam a cabeça.
  26. 26Ajuda-me, Jeová, Deus meu, Salva-me segundo a tua benignidade,
  27. 27Para que saibam que nisto está a tua mão, Que tu, Jeová, fizeste isto.
  28. 28Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; Envergonhados sejam os que se levantam, Mas regozije-se o teu servo.
  29. 29Vistam-se de ignomínia os meus adversários, E da sua própria vergonha cubram-se como dum manto.
  30. 30Muitas graças darei a Jeová com a minha boca, E no meio da multidão o louvarei,
  31. 31Porque ele se coloca à mão direita do necessitado, Para o salvar dos que julgam a sua alma.

Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.