Salmos 44

Antigo Testamento · Salmos, capítulo 44 de 150 · 26 versículos

  1. 1Com os nossos ouvidos temos ouvido, nossos pais nos têm contado, O que fizeste nos seus dias, nos dias antigos.
  2. 2Por tuas próprias mãos desapossaste as nações, e os plantaste a eles; Afligiste os povos, e a eles os estendeste largamente.
  3. 3Pois não foi pela sua espada que se apossaram da terra, Nem foi o seu braço que os salvou; Mas a tua destra, e o teu braço, e a luz do teu rosto, Porque os favoreceste.
  4. 4Tu é que és meu rei, ó Deus; Ordena as salvações de Jacó.
  5. 5Com o teu auxílio derrubaremos os nossos adversários. Em teu nome calcaremos aos pés os que se levantam contra nós.
  6. 6Pois não confiarei no meu arco, Nem me salvará a minha espada.
  7. 7Mas tu nos salvaste dos nossos adversários, E cobriste de vergonha os que nos odeiam.
  8. 8Em Deus é que temos gloriado continuamente, E ao teu nome sempre daremos graças. (Selá)
  9. 9Mas agora nos lançaste fora, e nos espuseste à ignomínia; E não sais com os nossos exércitos.
  10. 10Fazes-nos dar as costas aos nossos adversários, E os que nos odeiam, despojam-nos à vontade.
  11. 11Entregaste-nos como ovelhas para alimento, E por entre as nações nos espalhaste.
  12. 12Vendes por nada o teu povo, Não lucras com o preço dele.
  13. 13Pões-nos por opróbrio aos nossos vizinhos, Por escárnio e zombaria aos que nos rodeiam.
  14. 14Pões-nos por provérbio entre as nações, Por menear de cabeça entre os povos.
  15. 15Durante o dia todo está diante de mim a minha ignomínia, E me cobriu a vergonha do meu rosto,
  16. 16À voz do que afronta e do que blasfema, À vista do inimigo e do vingador.
  17. 17Tudo isto é vindo sobre nós; contudo não nos temos esquecido de ti, Nem temos sido infiéis à tua aliança.
  18. 18O nosso coração não tem voltado atrás, Nem do teu caminho têm declinado os nossos passos,
  19. 19Para nos teres esmagado onde habitam os chacais, E nos teres coberto da sombra da morte.
  20. 20Se nos esquecemos do nome do nosso Deus, Ou estendemos as nossas mãos a um Deus estranho;
  21. 21Porventura Deus não há de esquadrinhar isso? Pois ele conhece os segredos do coração.
  22. 22Mas por amor de ti somos entregues à morte continuamente, Somos considerados como ovelhas para o matadouro.
  23. 23Acorda, por que dormes, Senhor? Desperta, não nos enjeites para sempre.
  24. 24Por que escondes o teu rosto, E te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?
  25. 25Pois a nossa alma está abatida até o pó, Pegado à terra está o nosso ventre.
  26. 26Levanta-te em nosso auxílio, E redime-nos por amor da tua benignidade.

Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.