Salmos 88
Antigo Testamento · Salmos, capítulo 88 de 150 · 18 versículos
- 1Ó Jeová, Deus da minha salvação, Dia e noite clamei diante de ti.
- 2Chegue à tua presença a minha oração, Inclina os teus ouvidos ao meu clamor.
- 3Pois a minha alma está cheia de sofrimentos, E a minha vida se aproxima do Cheol.
- 4Sou contado com os que baixam à cova, Sou como homem sem socorro,
- 5Atirado entre os mortos, Como os que, feridos de morte, jazem na sepultura, Dos quais não te lembras mais, E que são desamparados das tuas mãos.
- 6Puseste-me na cova mais profunda, Em lugares escuros, em densas trevas.
- 7Sobre mim pesa o teu furor, E me afliges com todas as tuas ondas. (Selá)
- 8Apartaste de mim os meus conhecidos, Fizeste-me objeto de abominação para com eles; Estou encerrado, e não posso sair.
- 9Os meus olhos desfalecem de aflição, Dia após dia tenho clamado a ti, Jeová, Estendendo-te as minhas mãos.
- 10Acaso mostrarás maravilhas aos mortos? Porventura levantar-se-ão as sombras dos mortos e te louvarão?
- 11Será referida a tua benignidade na sepultura? Ou a tua fidelidade em Abadom?
- 12Acaso serão conhecidas nas trevas as tuas maravilhas? E a tua justiça na terra do esquecimento?
- 13Mas eu, a ti, Jeová, clamo por socorro, E pela manhã virá diante de ti a minha oração.
- 14Por que, Jeová, rejeitas a minha alma? Por que escondes de mim o teu rosto?
- 15Tenho estado aflito, a ponto de morrer desde a minha mocidade; Sob o peso dos teus terrores estou desorientado.
- 16Por cima de mim passaram as tuas iras, Os teus terrores deram cabo de mim.
- 17Cercaram-me eles, como água, de contínuo; À uma me circundaram.
- 18Apartaste de mim amigo e companheiro: Os meus íntimos amigos são trevas.
Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.