O Salmo 23, escrito por Davi, descreve Deus como um pastor que cuida, guia, protege e acompanha as suas ovelhas a vida inteira — inclusive no "vale da sombra da morte". É um dos textos mais lidos em momentos de luto, medo e insegurança.
Texto: Tradução Brasileira da Bíblia (1917), em domínio público.
Versículo 1: Davi, que foi pastor na juventude, usa a imagem que conhecia bem. Na Tradução Brasileira, o nome de Deus aparece como "Jeová"; em outras versões, "o Senhor". "Nada me faltará" expressa confiança no cuidado diário.
Versículos 2-3: pastos verdes e águas tranquilas falam de descanso e provisão; "refrigera a minha alma" fala de restauração interior. O pastor também guia pelas "veredas da justiça" — o cuidado de Deus inclui direção moral.
Versículo 4: o vale escuro não é evitado, é atravessado — "ainda que eu ande". O que vence o medo é a presença: "tu és comigo". O cajado e o bordão eram instrumentos para defender e conduzir as ovelhas.
Versículos 5-6: a imagem muda para um anfitrião que prepara uma mesa e unge a cabeça do convidado, sinais de honra e acolhimento. O salmo termina com a certeza de que bondade e misericórdia acompanham a vida toda.
Em João 10:11, Jesus se apresenta como "o bom pastor" que dá a vida pelas ovelhas. Por isso, para os cristãos, o Salmo 23 também aponta para Cristo.
Senhor, Tu és o meu pastor; nada me faltará. Guia-me hoje, restaura a minha alma e caminha comigo pelos vales escuros. Que a Tua bondade e a Tua misericórdia me acompanhem todos os dias. Amém.
O título o atribui a Davi, que foi pastor de ovelhas antes de se tornar rei de Israel.
É uma imagem de perigo extremo e escuridão — um desfiladeiro onde a ovelha estaria vulnerável. O salmo afirma que, mesmo ali, a presença de Deus afasta o medo.
Porque fala da presença de Deus no vale da morte e termina com a esperança de habitar na casa do Senhor.